PMOS e a resistência à insulina: vamos falar?

2 de outubro de 2026

Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher.

 

Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a resistência à insulina.


A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia. 


O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações:

  1. Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. 
  2. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal. 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

E nas mulheres com peso normal? 

Existe ainda o mito de que a PMOS afeta apenas mulheres com excesso de peso. No entanto, muitas mulheres com PMOS apresentam um peso considerado normal e, ainda assim, podem ter alterações metabólicas, como resistência à insulina ou alterações no funcionamento hormonal. 

Nestes casos, a avaliação clínica é essencial, uma vez que o peso na balança nem sempre reflete a composição corporal ou a saúde metabólica.


Como melhorar a resistência à insulina?  

A boa notícia é que esta alteração pode ser melhorada através de mudanças direcionadas no estilo de vida e, quando necessário, com apoio médico: 

  • Alimentação equilibrada: privilegiar alimentos ricos em proteína, fibra e gorduras saudáveis, reduzindo o consumo de açúcares refinados e hidratos de carbono simples. 
  • Treino de Força: o músculo tem um papel fundamental na utilização da glicose e no aumento da sensibilidade à insulina. 
  • Suplementação ou terapêutica personalizada: em alguns casos podem ser consideradas sempre após avaliação médica individualizada. 


Compreender o papel da insulina no organismo é um passo importante para perceber melhor a PMOS e cuidar da saúde a longo prazo. 

O acompanhamento da saúde metabólica deve fazer parte da avaliação regular das mulheres com PMOS, numa abordagem integrada e personalizada. 



Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 25 de agosto de 2026
Durante muito tempo, a menopausa foi um tema reservado à esfera privada. No entanto, com cada vez mais mulheres a ocuparem cargos de liderança e a conciliarem múltiplas responsabilidades na sua vida profissional e pessoal, a menopausa no local de trabalho tornou-se uma questão de saúde pública e de produtividade. A menopausa não se resume aos afrontamentos: é uma transição biológica que pode afetar a confiança, o desempenho e o bem-estar. Perimenopausa e menopausa: qual a diferença? A perimenopausa é a fase de transição (que pode durar anos) em que as hormonas começam a oscilar. É nesta etapa que surgem os sintomas mais disruptivos, mesmo que a mulher ainda tenha a menstruação. Já a menopausa , é o marco que ocorre quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruação.