Desmistificar a Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS)

7 de setembro de 2026

A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome. Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. 


A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. 

É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina, e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.   


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Como é feito o diagnóstico? 

A PMOS não é diagnosticada apenas através de uma ecografia ou de uma análise ao sangue. O diagnóstico baseia-se nos Critérios de Roterdão, sendo necessário apresentar pelo menos 2 dos seguintes 3 critérios:

  1. Ovulação irregular ou ausente; 
  2. Sinais clínicos ou laboratoriais de excesso de androgénios (hormonas masculinas); 
  3. Aspeto poliquístico dos ovários na ecografia. 


Isto significa que uma mulher pode ter PMOS mesmo com uma ecografia normal, desde que apresente outros critérios. Da mesma forma, ter ovários com aspeto poliquístico na ecografia não significa, por si só, ter a síndrome. 


Ao longo dos anos, foram criados vários mitos que podem gerar ansiedade desnecessária:

  • Ter PMOS significa ser infértil.
  • A PMOS pode dificultar a ovulação, mas não significa infertilidade. Com acompanhamento médico adequado, muitas mulheres conseguem engravidar. 
  • A pílula cura a PMOS. 
  • A pílula pode ajudar a controlar alguns sintomas, como excesso de androgénios e proteção do endométrio, mas não elimina a causa da síndrome. 
  •  Se não tenho excesso de peso, não posso ter PMOS. 
  • Mulheres com peso considerado normal que apresentam igualmente alterações hormonais associadas à síndrome podem ter esta síndrome. 


Receber o diagnóstico de PMOS não deve ser motivo de angústia, mas sim uma oportunidade para compreender melhor o funcionamento do seu corpo e adaptar os cuidados às suas necessidades. 

O acompanhamento deve ser individualizado e considerar não só o ciclo menstrual, mas também a saúde metabólica, dermatológica e emocional da mulher. 

Se apresenta ciclos irregulares, acne persistente, aumento de pelos ou queda de cabelo sem explicação, procure uma avaliação ginecológica especializada. 









Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 25 de agosto de 2026
Durante muito tempo, a menopausa foi um tema reservado à esfera privada. No entanto, com cada vez mais mulheres a ocuparem cargos de liderança e a conciliarem múltiplas responsabilidades na sua vida profissional e pessoal, a menopausa no local de trabalho tornou-se uma questão de saúde pública e de produtividade. A menopausa não se resume aos afrontamentos: é uma transição biológica que pode afetar a confiança, o desempenho e o bem-estar. Perimenopausa e menopausa: qual a diferença? A perimenopausa é a fase de transição (que pode durar anos) em que as hormonas começam a oscilar. É nesta etapa que surgem os sintomas mais disruptivos, mesmo que a mulher ainda tenha a menstruação. Já a menopausa , é o marco que ocorre quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruação.