Menopausa: o impacto invisível no mundo do trabalho

25 de agosto de 2026

Durante muito tempo, a menopausa foi um tema reservado à esfera privada. No entanto, com cada vez mais mulheres a ocuparem cargos de liderança e a conciliarem múltiplas responsabilidades na sua vida profissional e pessoal, a menopausa no local de trabalho tornou-se uma questão de saúde pública e de produtividade. 

A menopausa não se resume aos afrontamentos: é uma transição biológica que pode afetar a confiança, o desempenho e o bem-estar. 


Perimenopausa e menopausa: qual a diferença? 

A perimenopausa é a fase de transição (que pode durar anos) em que as hormonas começam a oscilar. É nesta etapa que surgem os sintomas mais disruptivos, mesmo que a mulher ainda tenha a menstruação. Já a menopausa, é o marco que ocorre quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruação. 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Como a menopausa afeta as mulheres no trabalho? 

Alguns dos impactos mais comuns incluem:

  • Nevoeiro mental (“Brain Fog”): dificuldade de concentração, lapsos de memória e sensação de lentidão no raciocínio. 
  • Afrontamentos: podem ser extremamente desconfortáveis em reuniões ou apresentações, gerando ansiedade e perda de foco. 
  • Privação de sono: as insónias e suores noturnos resultam em fadiga crónica, afetando a tolerância e a tomada de decisão. 
  • Alterações de humor: ansiedade acrescida e perda de confiança em capacidades que, até então, eram naturais. 


Dicas práticas para lidar com os sintomas no trabalho

Se está a passar por esta fase, saiba que existem pequenas estratégias que fazem a diferença:

  • Use roupas de tecidos naturais (algodão, linho) que possa despir ou vestir facilmente conforme os afrontamentos. 
  • Ter água fresca sempre à mão ajuda a regular a temperatura corporal. 
  •  Se sente que o seu foco é melhor de manhã, agende as tarefas mais complexas para esse período. 
  • Em momentos de ansiedade ou calor súbito, a respiração diafragmática ajuda a acalmar o sistema nervoso. 


O papel das empresas e a necessidade de adaptação

Infelizmente, muitos locais de trabalho ainda não estão preparados para apoiar as mulheres nesta fase. A falta de literacia sobre o tema faz com que muitas mulheres optem por reduzir o horário ou até abandonar cargos de chefia por sentirem que "já não são capazes".

O que as empresas podem (e devem) fazer:

  • Criar um ambiente onde se possa falar de saúde hormonal sem estigma. 
  • Garantir boa ventilação, acesso a ventoinhas ou lugares perto de janelas e acesso fácil a água fresca. 
  • Permitir horários flexíveis 


A menopausa é um processo natural, não é uma doença nem o fim da sua competência profissional. Se os sintomas estão a interferir com a sua carreira, não sofra em silêncio. Fale com o seu médico especialista.







Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.