Terapêutica hormonal da menopausa: vamos falar sobre o tema?

31 de julho de 2026

A menopausa é uma fase natural e inevitável da vida da mulher. No entanto, os sintomas que frequentemente a acompanham não têm de ser encarados como algo que simplesmente se deve suportar. Durante muitos anos, a Terapêutica Hormonal da Menopausa (THM) esteve envolta em receios e mitos, mas hoje sabemos que, quando corretamente indicada, pode ser uma ferramenta segura e eficaz para melhorar a qualidade de vida e promover a saúde da mulher a longo prazo. 


O que é a terapêutica hormonal da menopausa? 

A THM consiste na reposição das hormonas que os ovários deixam gradualmente de produzir durante a perimenopausa e a menopausa, sobretudo o estrogénio e a progesterona. Atualmente, existem diferentes formas de administração, permitindo adaptar o tratamento às necessidades e ao perfil clínico de cada mulher: 

  • Terapêutica sistémica: atua em todo o organismo através de comprimidos orais, gel/spray ou adesivos cutâneos. 
  • Terapêutica local: atua essencialmente na zona genital através de cremes vaginais e óvulos/comprimidos vaginais. 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Que sintomas pode ajudar a tratar? 

Embora seja frequentemente associada ao controlo dos afrontamentos, a THM pode trazer benefícios em várias áreas da saúde feminina. Entre os principais benefícios destacam-se:

  • Redução significativa ou eliminação dos afrontamentos e dos suores noturnos; 
  • Melhoria da qualidade do sono; 
  • Diminuição da irritabilidade, ansiedade e alterações de humor associadas às flutuações hormonais; 
  • Alívio da secura vaginal e da dor durante as relações sexuais (dispareunia); 
  • Redução da frequência de infeções urinárias recorrentes; 
  • Benefícios na saúde cardiovascular, através da melhoria de alguns parâmetros do perfil lipídico; 
  • Contributo para a preservação da saúde óssea, ajudando a reduzir o risco de osteoporose. 


Qualquer mulher pode fazer?

Não. A Terapêutica Hormonal da Menopausa não é uma solução universal e a sua prescrição deve resultar sempre de uma avaliação médica individualizada. Existem situações em que a utilização de THM sistémica está contraindicada. 

Nestes casos, é fundamental uma avaliação ginecológica rigorosa para determinar quais as opções terapêuticas mais seguras e adequadas. 


Existem alternativas à terapêutica hormonal? 

Sim. Para mulheres que não podem ou não desejam recorrer à THM, existem alternativas que podem ajudar a controlar alguns sintomas da menopausa. Além disso, algumas mudanças de estilo de vida desempenham um papel fundamental nesta fase da vida:

  • Alimentação equilibrada e ajustada às necessidades da menopausa; 
  • Cessação tabágica; 
  • Exercício físico regular, com especial destaque para o treino de força; 
  • Manutenção de um peso saudável. 


Uma decisão que deve ser individualizada 

Quando prescrita na dose adequada, pela via mais indicada e no momento oportuno, a Terapêutica Hormonal da Menopausa pode constituir uma importante estratégia de promoção da saúde e do bem-estar feminino. 


A decisão de iniciar este tratamento deve ser sempre tomada em conjunto com o seu ginecologista, após uma avaliação cuidadosa dos benefícios e dos potenciais riscos, de forma totalmente individualizada. Cada mulher vive a menopausa de forma diferente, por isso, também o seu acompanhamento deve ser único e baseado na melhor evidência científica disponível.







Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.