Saúde no verão: como prevenir as patologias mais comuns da estação

28 de julho de 2026

O verão traz consigo uma alteração significativa às nossas rotinas diárias. Entre os dias passados na praia, as viagens, o aumento da temperatura e a exposição prolongada à humidade, esta época do ano pode representar alguns desafios para a saúde íntima feminina. Apesar de ser uma estação associada ao descanso e ao bem-estar, o verão é também um dos períodos em que se regista um aumento das consultas relacionadas com infeções e desequilíbrios da flora vaginal.



Compreender quais são as patologias mais frequentes nesta altura do ano e de que forma alguns hábitos da estação contribuem para o seu aparecimento é o primeiro passo para uma prevenção eficaz.

Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Quais são os problemas ginecológicos mais comuns no verão?  

  • Candidíase Vaginal

A candidíase é uma infeção provocada pelo desenvolvimento excessivo do fungo Candida, um microrganismo que existe naturalmente na flora vaginal de forma equilibrada. 

Como surge?

Este fungo desenvolve-se mais facilmente em ambientes quentes, húmidos e com pouca ventilação. Permanecer durante várias horas com o biquíni ou fato de banho molhado cria as condições ideais para a sua proliferação.

Sintomas mais frequentes: comichão intensa, ardor, vermelhidão na vulva e um corrimento esbranquiçado e espesso.


  • Vaginose Bacteriana

Corresponde a um desequilíbrio da flora vaginal, caracterizado pela diminuição dos lactobacilos (as bactérias que ajudam a proteger o pH da vagina) e pelo aumento de outras bactérias.

Como surge?

O calor, a transpiração excessiva e a utilização de roupa demasiado justa ou de tecidos sintéticos dificultam a ventilação da zona íntima, alterando a flora vaginal. O uso frequente de pensos higiénicos diários também pode contribuir para este desequilíbrio. 

Sintomas mais frequentes: corrimento fluído acinzentado ou amarelado e um odor intenso característico, frequentemente descrito como semelhante a peixe que agrava após as relações sexuais.


  • Infeções Urinárias

Ocorrem quando bactérias entram e se multiplicam no trato urinário. Na maioria dos casos, afetam a bexiga (conhecida como cistite), mas podem, em situações mais graves, atingir os rins. 

Como surge?

A desidratação é um dos principais fatores de risco durante o verão. Quando ingerimos pouca água, urinamos com menos frequência, reduzindo a capacidade natural do organismo para eliminar bactérias através da urina. As relações sexuais mais frequentes também podem aumentar o risco de infeções urinárias, sendo de relembrar a importância de urinar sempre após as relações sexuais. 

Sintomas mais frequentes: necessidade urgente e frequente de urinar, dor ou ardor ao urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e, em alguns casos, presença de sangue na urina.



Como prevenir estas situações?

Existem medidas simples que podem ajudar a proteger a sua saúde íntima durante o verão: 

  • Evite permanecer muitas horas com o fato de banho ou biquíni molhado; 
  • Prefira roupa interior de algodão e evite peças demasiado justas; 
  • Beba entre 1,5 e 2 litros de água por dia para promover uma hidratação adequada; 
  • Realize a higiene íntima apenas na zona externa, utilizando água corrente e produtos específicos com pH adequado; 
  • Evite duches vaginais e toalhetes perfumados, que podem alterar o equilíbrio natural da flora vaginal; 
  • Durante a noite, opte por dormir sem roupa interior ou com roupa larga de algodão, permitindo uma melhor ventilação da zona íntima. 



Cuide da sua saúde durante todo o verão

O verão deve ser sinónimo de conforto, bem-estar e tranquilidade. A adoção de hábitos preventivos simples pode fazer toda a diferença, reduzindo o risco de infeções e evitando tratamentos repetidos com antibióticos ou antifúngicos. 

Se desenvolver sintomas como comichão persistente, ardor, alterações do corrimento vaginal ou desconforto urinário, procure aconselhamento médico. Um diagnóstico atempado permite um tratamento mais eficaz e uma recuperação mais rápida. 






Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.