Sensação de peso? Entenda o que é o Prolapso e como tratá-lo

15 de junho de 2026

Muitas mulheres chegam à consulta descrevendo uma sensação estranha: um peso no fundo do abdómen, a ideia de que "algo está a descer" pela vagina ou até a perceção de uma "bola" que não estava lá antes. Esta sintomatologia muitas vezes corresponde ao Prolapso dos Órgãos Pélvicos. Embora possa assustar, é uma condição que tem tratamento. 


O que é, afinal, o Prolapso dos Órgãos Pélvicos?

Seja por enfraquecimento, lesão, trauma ou sobrecarga, o pavimento pélvico pode perder a sua função de suporte, podendo existir consequentemente a descida dos órgãos pélvicos, em relação à sua posição original. 

Dependendo do órgão afetado, o prolapso pode ser classificado como: prolapso anterior (designado anteriormente como cistocelo, comumente conhecido como “bexiga descaída”), prolapso do compartimento médio (quando afeta o útero ou a cúpula vaginal) e prolapso posterior (designado anteriormente como rectocele, que ocorre quando afeta a parede posterior da vagina). 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Quais são os sintomas? 

Nem sempre o prolapso é sintomático, principalmente se for ligeiro. Muitas vezes, os sinais são subtis e evolutivos:

  • Sensação de peso ou pressão na zona pélvica (que tende a piorar ao final do dia ou após esforços); 
  • Sensação de uma "bola" na entrada da vagina; 
  • Dificuldade em esvaziar completamente a bexiga ou o intestino; 
  • Pode também surgir concomitantemente incontinência urinária; 
  • Desconforto durante a relação sexual. 


Porque razão acontece? 

Existem vários fatores que podem ter impacto no pavimento pélvico ao longo do tempo:

  • A idade é dos fatores mais importantes mas não modificáveis. 
  • Menopausa: a diminuição de estrogénios faz com que os tecidos percam firmeza e colagénio. 
  • Gravidez e parto vaginal: especialmente em partos prolongados ou com bebés grandes. 
  • Pressão abdominal crónica: tosse persistente, obstipação crónica ou excesso de peso. 
  • Trabalhos laborais com peso ou grandes esforços. 
  • Genética: algumas mulheres apresentam, naturalmente, tecidos conjuntivos mais frágeis. 


Existe solução (Sim, e não passa apenas por cirurgia!)

O maior mito sobre o prolapso é que a cirurgia é o único caminho. Na verdade, o tratamento é sempre personalizado, dependendo do grau do prolapso e do impacto na qualidade de vida: 

  • Fisioterapia Pélvica: fundamental para reeducar e fortalecer os músculos que dão suporte aos órgãos; 
  • Pessários: pequenos dispositivos de silicone, colocados na vagina, que oferecem um suporte mecânico imediato; 
  • Estilo de vida: tratar a obstipação e adaptar a prática de exercício físico; 
  • Cirurgia 


O prolapso dos órgãos pélvicos tem um impacto direto na saúde e na autoconfiança da mulher, mas não tem de viver com este desconforto. Hoje, existem várias soluções seguras para restabelecer a funcionalidade do seu corpo. Procure ajuda especializada e recupere o seu bem-estar. 


Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.