Sol, Mar e Candidíase? Saiba como evitar os desconfortos do verão

20 de maio de 2026

O bom tempo chegou e, com ele, a vontade de passar dias inteiros entre mergulhos e banhos de sol. No entanto, para a saúde íntima, o verão traz desafios específicos. A combinação de calor, humidade e fatos de banho molhados cria o ambiente ideal para o crescimento de fungos e bactérias. 


O verão aumenta o risco de infeções? 

A resposta curta é: sim. Existem dois problemas principais que tendem a surgir com o calor: 

  • Candidíase: o fungo Candida prolifera em ambientes quentes e húmidos. Manter o biquíni molhado durante horas pode favorecer o seu crescimento, provocando comichão e corrimento esbranquiçado, muitas vezes bastante desconfortáveis.
  • Infeções Urinárias: a desidratação e o habitual aumento da frequência de atividade sexual no verão aumentam a propensão a infeções urinárias. Quando não se ingere água suficiente, a bexiga não elimina estas bactérias de forma eficaz, aumentando o risco de infeção.


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Dicas para um verão mais saudável:   

  • Um dos erros mais comuns é permanecer com o fato de banho molhado, durante longos períodos. Sempre que possível, troque por um biquíni/fato de banho seco ou por roupa interior de algodão. A humidade é um dos principais fatores de risco.
  • Mantenha uma boa hidratação, bebendo entre 1,5 a 2 litros de água por dia. Urinar com frequência ajuda a eliminar bactérias e a proteger o trato urinário. 
  • Opte por tecidos naturais, como o algodão, e evite roupa demasiado justa ou sintética fora da água, uma vez que dificulta a ventilação da pele. 
  • Evite o uso de sabonetes agressivos ou duches vaginais. A higiene externa é suficiente. O uso excessivo de produtos ou a utilização de produtos não adequados à higiene íntima pode comprometer a flora vaginal protetora. 
  • Após um dia de praia, permita que a zona íntima "respire". Dormir sem roupa interior ou com um pijama de algodão pode ajudar a restabelecer o equilíbrio. 


O verão deve ser vivido com leveza. Pequenos gestos, como trocar de biquíni ou reforçar a ingestão de água, podem fazer toda a diferença entre férias tranquilas e episódios de desconforto. 

Se, ainda assim, surgirem sintomas como ardor ao urinar, comichão persistente ou alterações no corrimento, não os ignore. Procure acompanhamento médico para uma avaliação adequada.




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 12 de maio de 2026
É comum só ouvimos falar do pavimento pélvico durante a gravidez ou quando algo deixa de funcionar como deveria. No entanto, este conjunto de músculos, ligamentos e fascias desempenha um papel fundamental no nosso bem-estar diário, desde a postura, continência até à saúde sexual.  Mas afinal, quais são as principais funções do pavimento pélvico? Suporte: sustenta órgãos vitais como a bexiga, o útero e o reto, ajudando a mantê-los na posição correta. Continência: permite o controlo da saída de urina, gases e fezes. Função sexual: contribui para o prazer e a sensibilidade durante a relação sexual. Estabilidade: trabalha em conjunto com os músculos abdominais e das costas, contribuindo para a postura e a estabilidade do tronco.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 4 de maio de 2026
Fala-se muito sobre menopausa, mas raramente sobre o que acontece antes. A perimenopausa é o período de transição em que o corpo da mulher começa a preparar-se para o fim da fase reprodutiva. É uma verdadeira "montanha-russa" hormonal que pode trazer desafios, mas que não tem de ser vivida com sofrimento. Durante esta fase, a produção de hormonas pelos ovários, nomeadamente estrogénio e progesterona, começa a oscilar de forma irregular. A duração é variável: pode estender-se por apenas alguns meses ou prolongar-se cerca de 10 anos. Em média, dura entre 4 e 5 anos. Embora a idade mais comum de início seja entre os 40 e os 45 anos , é difícil identificar com precisão o momento em que começa, porque varia de mulher para mulher. Em alguns casos, pode surgir mais cedo (precoce). A perimenopausa termina oficialmente quando se atinge a menopausa, ou seja, após 12 meses consecutivos sem menstruação.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 7 de abril de 2026
A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma das condições endócrinas mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina. O que é a SOP? A SOP é uma alteração hormonal caracterizada por excesso de hormonas androgénicas e/ou uma irregularidade na ovulação e por isso menstruais. Ao contrário do que o termo “ovários poliquísticos pode sugerir, os chamados "quistos" observados na ecografia são, na verdade, pequenos folículos que não se desenvolveram completamente, consequência do desequilíbrio hormonal. Quais os principais sintomas? Os sintomas podem variar significativamente de mulher para mulher. Entre os mais comuns, encontram-se: Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação durante vários meses ou perdas de sangue imprevisíveis. Sinais de hiperandrogenismo: acne persistente, queda de cabelo (alopecia) ou crescimento de pelos em zonas tipicamente masculinas (hirsutismo), como rosto, peito ou costas. Dificuldade em engravidar: ausência ou irregularidade da ovulação. Alterações metabólicas: maior tendência para aumento de peso, dificuldade em perder peso e resistência à insulina.