Dor durante as relações sexuais? Pode estar relacionada com o Pavimento Pélvico

12 de maio de 2026

É comum só ouvimos falar do pavimento pélvico durante a gravidez ou quando algo deixa de funcionar como deveria. No entanto, este conjunto de músculos, ligamentos e fascias desempenha um papel fundamental no nosso bem-estar diário, desde a postura, continência até à saúde sexual.



Mas afinal, quais são as principais funções do pavimento pélvico? 

  • Suporte: sustenta órgãos vitais como a bexiga, o útero e o reto, ajudando a mantê-los na posição correta. 
  • Continência: permite o controlo da saída de urina, gases e fezes. 
  • Função sexual: contribui para o prazer e a sensibilidade durante a relação sexual. 
  • Estabilidade: trabalha em conjunto com os músculos abdominais e das costas, contribuindo para a postura e a estabilidade do tronco. 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Quando surgem as disfunções?  

As disfunções do pavimento pélvico surgem quando este conjunto de estruturas perdem a sua função, seja por lesão, enfraquecimento ou mesmo por demasiada tensão. 

Muitas mulheres vivem com estes sintomas em silêncio, acreditando que fazem "parte da idade" ou que são uma consequência "normal" do parto. Estas são algumas das manifestações mais comuns: 

  1. Incontinência urinária: perda involuntária de urina ao tossir, rir, saltar (incontinência de esforço) ou uma vontade súbita e difícil de controlar de urina (incontinência de urgência). 
  2. Prolapso de órgãos pélvicos: sensação de peso ou "bola" na vagina, que ocorre quando os órgãos como o útero, bexiga ou reto, descem da sua posição habitual, devido à fragilidade destas estruturas de suporte. 
  3. Disfunção sexual: dor durante a relação sexual (dispareunia) ou diminuição da sensibilidade e do prazer. 
  4. Incontinência fecal ou de gases: dificuldade em controlar a libertação de gases ou fezes. 
  5. Dor pélvica crónica: desconforto persistente na região pélvica ou genital, muitas vezes associado a tensão muscular excessiva. 



Como cuidar e prevenir? 

A boa notícia é que o pavimento pélvico pode ser reabilitado.

  • Fisioterapia do pavimento pélvico: uma aliada essencial na reabilitação e no autoconhecimento corporal. 
  • Exercícios de Kegel: são importantes para fortalecer a musculatura, mas devem ser realizados com a técnica adequada, e nem sempre são indicados, especialmente em casos de tensão excessiva. 
  • Hábitos saudáveis: manter um peso adequado, tratar a obstipação crónica (o esforço para evacuar prejudica estes músculos) e praticar exercício físico de forma consciente. 


Não ignore os sinais do seu corpo. Se sente peso, perdas de urina ou outros sintomas associados, não normalize esse desconforto. Procure acompanhamento especializado. 




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 20 de maio de 2026
O bom tempo chegou e, com ele, a vontade de passar dias inteiros entre mergulhos e banhos de sol. No entanto, para a saúde íntima, o verão traz desafios específicos. A combinação de calor, humidade e fatos de banho molhados cria o ambiente ideal para o crescimento de fungos e bactérias. O verão aumenta o risco de infeções? A resposta curta é: sim. Existem dois problemas principais que tendem a surgir com o calor: Candidíase: o fungo Candida prolifera em ambientes quentes e húmidos. Manter o biquíni molhado durante horas pode favorecer o seu crescimento, provocando comichão e corrimento esbranquiçado, muitas vezes bastante desconfortáveis. Infeções Urinárias : a desidratação e o habitual aumento da frequência de atividade sexual no verão aumentam a propensão a infeções urinárias. Quando não se ingere água suficiente, a bexiga não elimina estas bactérias de forma eficaz, aumentando o risco de infeção.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 4 de maio de 2026
Fala-se muito sobre menopausa, mas raramente sobre o que acontece antes. A perimenopausa é o período de transição em que o corpo da mulher começa a preparar-se para o fim da fase reprodutiva. É uma verdadeira "montanha-russa" hormonal que pode trazer desafios, mas que não tem de ser vivida com sofrimento. Durante esta fase, a produção de hormonas pelos ovários, nomeadamente estrogénio e progesterona, começa a oscilar de forma irregular. A duração é variável: pode estender-se por apenas alguns meses ou prolongar-se cerca de 10 anos. Em média, dura entre 4 e 5 anos. Embora a idade mais comum de início seja entre os 40 e os 45 anos , é difícil identificar com precisão o momento em que começa, porque varia de mulher para mulher. Em alguns casos, pode surgir mais cedo (precoce). A perimenopausa termina oficialmente quando se atinge a menopausa, ou seja, após 12 meses consecutivos sem menstruação.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 7 de abril de 2026
A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma das condições endócrinas mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina. O que é a SOP? A SOP é uma alteração hormonal caracterizada por excesso de hormonas androgénicas e/ou uma irregularidade na ovulação e por isso menstruais. Ao contrário do que o termo “ovários poliquísticos pode sugerir, os chamados "quistos" observados na ecografia são, na verdade, pequenos folículos que não se desenvolveram completamente, consequência do desequilíbrio hormonal. Quais os principais sintomas? Os sintomas podem variar significativamente de mulher para mulher. Entre os mais comuns, encontram-se: Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação durante vários meses ou perdas de sangue imprevisíveis. Sinais de hiperandrogenismo: acne persistente, queda de cabelo (alopecia) ou crescimento de pelos em zonas tipicamente masculinas (hirsutismo), como rosto, peito ou costas. Dificuldade em engravidar: ausência ou irregularidade da ovulação. Alterações metabólicas: maior tendência para aumento de peso, dificuldade em perder peso e resistência à insulina.