Perimenopausa: O que ninguém lhe explicou sobre os anos que antecedem a menopausa

4 de maio de 2026

Fala-se muito sobre menopausa, mas raramente sobre o que acontece antes. A perimenopausa é o período de transição em que o corpo da mulher começa a preparar-se para o fim da fase reprodutiva. É uma verdadeira "montanha-russa" hormonal que pode trazer desafios, mas que não tem de ser vivida com sofrimento.


Durante esta fase, a produção de hormonas pelos ovários, nomeadamente estrogénio e progesterona, começa a oscilar de forma irregular. A duração é variável: pode estender-se por apenas alguns meses ou prolongar-se cerca de 10 anos. Em média, dura entre 4 e 5 anos. 

Embora a idade mais comum de início seja entre os 40 e os 45 anos, é difícil identificar com precisão o momento em que começa, porque varia de mulher para mulher. Em alguns casos, pode surgir mais cedo (precoce). 


A perimenopausa termina oficialmente quando se atinge a menopausa, ou seja, após 12 meses consecutivos sem menstruação. 

Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Quais são os sintomas mais comuns? 

Como as hormonas estão em constante flutuação, esta pode ser uma fase de profundas mudanças físicas, mentais e emocionais. Os sintomas variam bastante, mas os mais comuns incluem: 

  • Irregularidade menstrual: ciclos mais curtos ou mais longos, meses sem menstruação e alterações no fluxo, que pode tornar-se mais intenso ou mais escasso. 
  • Afrontamentos: sensações súbitas de calor, muitas vezes acompanhadas de suores noturnos que interferem com o sono. 
  • Alterações de humor: maior irritabilidade, ansiedade ou sensação de "nevoeiro mental" (dificuldade de concentração). 
  • Perturbações no sono: dificuldade em adormecer ou manter o sono. 
  • Secura vaginal e alteração do desejo sexual: consequência da diminuição dos níveis de estrogénio. 
  • Aumento de peso, sobretudo na zona abdominal, associado a alterações metabólicas. 


Como podemos aliviar os sintomas? 

Viver a perimenopausa não significa ter de "aguentar" o desconforto. Existem estratégias eficazes para tornar esta transição mais equilibrada: 

  1. Estilo de vida: uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercício físico (especialmente treino de força) são fundamentais para proteger a saúde óssea e cardiovascular, além de contribuírem para a estabilidade emocional. 
  2. Higiene do sono: criar rotinas de relaxamento antes de deitar, manter horários regulares e garantir um ambiente fresco no quarto pode ajudar a minimizar insónias e suores noturnos. 
  3. Terapêutica Hormonal (TH): quando os sintomas comprometem significativamente a qualidade de vida, a terapêutica hormonal pode ser uma opção segura e eficaz. Deve ser sempre avaliada de forma individualizada em consulta de ginecologia. 
  4. Suplementação e alternativas não hormonais: em alguns casos, determinados suplementos, podem ajudar a aliviar sintomas. 
  5. Cuidado com o pavimento pélvico: com a diminuição do estrogénio, os tecidos perdem elasticidade. A prática regular de exercícios de fortalecimento, pode ajudar a prevenir incontinência urinária e outras disfunções do pavimento pélvico. 


A perimenopausa é um processo natural, mas cada mulher vive-o de forma única. O mais importante é não desvalorizar os sinais do seu corpo. Se sente que “já não é a mesma” ou que os sintomas estão a interferir com o seu dia a dia, procure acompanhamento especializado. 




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.