Vamos esclarecer mais sobre a Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP)?

7 de abril de 2026

A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma das condições endócrinas mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina. 


O que é a SOP? 

A SOP é uma alteração hormonal caracterizada por excesso de hormonas androgénicas e/ou uma irregularidade na ovulação e por isso menstruais. Ao contrário do que o termo “ovários poliquísticos pode sugerir, os chamados "quistos" observados na ecografia são, na verdade, pequenos folículos que não se desenvolveram completamente, consequência do desequilíbrio hormonal. 


Quais os principais sintomas? 

Os sintomas podem variar significativamente de mulher para mulher. Entre os mais comuns, encontram-se: 

  • Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação durante vários meses ou perdas de sangue imprevisíveis. 
  • Sinais de hiperandrogenismo: acne persistente, queda de cabelo (alopecia) ou crescimento de pelos em zonas tipicamente masculinas (hirsutismo), como rosto, peito ou costas. 
  • Dificuldade em engravidar: ausência ou irregularidade da ovulação. 
  • Alterações metabólicas: maior tendência para aumento de peso, dificuldade em perder peso e resistência à insulina. 


Síndrome dos Ovários Poliquísticos

Como é feito o diagnóstico? 

Não existe um exame único para diagnosticar a SOP. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, sendo necessário que estejam presentes pelo menos dois destes três pontos: 

  1. Ovulação irregular ou ausente (avaliada através do histórico menstrual). 
  2. Sinais clínicos ou laboratoriais de excesso de hormonas masculinas. 
  3. Imagem sugestiva de ovários poliquísticos na ecografia ginecológica. 


É essencial excluir outras causas antes de confirmar o diagnóstico. Nem todos os ovários com múltiplos folículos são SOP.


Qual é o tratamento? 

O tratamento da SOP não é uniforme, deve ser adaptado aos seus objetivos (por exemplo, se pretende engravidar) e aos sintomas predominantes: 

  • Modificação do estilo de vida: uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercício físico ajudam a melhorar a resistência à insulina e a regularizar o ciclo menstrual. 
  • Contraceção hormonal: utilizada para ajudar no controlo da acne e excesso de pelos permitindo regularizar as perdas de sangue vaginais. 
  • Suplementação e medicação: em alguns casos, podem ser utilizados sensibilizadores de insulina ou suplementos específicos, como o inositol, para melhorar a função ovárica. 
  • Apoio à fertilidade: quando o objetivo é engravidar, existem tratamentos específicos. 


A SOP é uma condição frequente, mas controlável. Com acompanhamento médico adequado e uma abordagem personalizada, é possível minimizar sintomas, proteger a saúde metabólica e alcançar os seus objetivos reprodutivos. 




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.