HPV: O que precisa de saber sobre o vírus mais comum (e como se proteger)

24 de março de 2026

Muitas vezes, o diagnóstico do Vírus do Papiloma Humano (HPV) surge no consultório acompanhado de silêncio, ou de um receio infundado. Mas a primeira coisa que precisa de saber é: ter HPV não é um veredito, é uma condição comum. 

Aproximadamente 8 em cada 10 mulheres terão contacto com este vírus em algum momento da sua vida. Na grande maioria das vezes, o nosso organismo é capaz de o eliminar sem que cheguemos sequer a saber que ele existiu. 


A informação é o primeiro passo para o cuidado. 


menopausa

O que é o HPV?

O HPV não é um vírus único, mas sim uma família de mais de 200 serotipos de vírus.

  • Baixo risco:  podem causar lesões benignas, como as verrugas genitais (condilomas).
  • Alto risco: estão associados a uma infeção persistente e podem, por isso, estar relacionados com vários tipos de cancro. O mais conhecido é o do colo do útero, mas incluem-se também os cancros da vulva, vagina, ânus e orofaringe


Como pode ser transmitido?

O HPV é transmitido através do contacto direto pele com pele ou mucosa com mucosa.

  • Contacto sexual: é a via principal, ocorrendo durante o sexo vaginal, anal ou oral. 
  • A penetração não é indispensável: o vírus pode ser transmitido pelo contacto íntimo entre as áreas genitais, mesmo que não haja penetração. 
  • Transmissão assintomática: é importante reforçar que uma pessoa pode transmitir o vírus sem saber que o tem, pois, na maioria das vezes não existem sintomas ou lesões visíveis. 


Como prevenir?

A boa notícia é que dispomos hoje de ferramentas robustas para proteger a nossa saúde: 

  1. Vacinação: é a nossa maior aliada. A vacina protege contra os tipos de HPV mais comuns e de maior risco e é eficaz mesmo que já tenha tido contacto com o vírus anteriormente (mediante avaliação médica). 
  2. Rastreio regular (Citologia e Teste de HPV): estes exames permitem detetar qualquer alteração precocemente. 


O diagnóstico de HPV não deve ser sinónimo de pânico, mas sim um lembrete para o autocuidado. Vivemos numa era em que a medicina nos oferece todas as ferramentas, da vacinação aos rastreios, permitindo mesmo na infeção persistente, detetar eventuais lesões em fases iniciais e tratáveis. 




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 7 de abril de 2026
A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma das condições endócrinas mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina. O que é a SOP? A SOP é uma alteração hormonal caracterizada por excesso de hormonas androgénicas e/ou uma irregularidade na ovulação e por isso menstruais. Ao contrário do que o termo “ovários poliquísticos pode sugerir, os chamados "quistos" observados na ecografia são, na verdade, pequenos folículos que não se desenvolveram completamente, consequência do desequilíbrio hormonal. Quais os principais sintomas? Os sintomas podem variar significativamente de mulher para mulher. Entre os mais comuns, encontram-se: Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação durante vários meses ou perdas de sangue imprevisíveis. Sinais de hiperandrogenismo: acne persistente, queda de cabelo (alopecia) ou crescimento de pelos em zonas tipicamente masculinas (hirsutismo), como rosto, peito ou costas. Dificuldade em engravidar: ausência ou irregularidade da ovulação. Alterações metabólicas: maior tendência para aumento de peso, dificuldade em perder peso e resistência à insulina. 
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 10 de março de 2026
A menopausa é uma etapa natural da vida da mulher , marcada pelo fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico e retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. Se ocorrer antes dos 40 anos é classificada como falência ovárica prematura e, se ocorrer antes dos 45 anos, é classificada como uma menopausa precoce.
Fisioterapia pélvica
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 18 de fevereiro de 2026
O pavimento pélvico é o conjunto de músculos, ligamentos e fascias que sustenta órgãos fundamentais, como a bexiga, o útero e o reto. O enfraquecimento destes músculos condiciona disfunções, podendo manifestar-se como dor pélvica, prolapsos ou sintomas de incontinência. A fisioterapia pélvica é uma abordagem conservadora, baseada em técnicas específicas, que tem demonstrado resultados muito eficazes na prevenção e no tratamento destas condições. Utiliza exercícios, técnicas manuais e, em alguns casos, equipamentos de biofeedback ou eletroestimulação, com o objetivo de reabilitar a função dos músculos do pavimento pélvico. Mais do que apenas “exercitar”, trata-se de ensinar a mulher a reconhecer, controlar e fortalecer esta musculatura.