A menopausa não é o fim: é um novo começo!

10 de março de 2026

A menopausa é uma etapa natural da vida da mulher, marcada pelo fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico e retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. Se ocorrer antes dos 40 anos é classificada como falência ovárica prematura e, se ocorrer antes dos 45 anos, é classificada como uma menopausa precoce. 


menopausa

O que acontece no corpo durante a menopausa?

Com a diminuição da produção de estrogénio e progesterona, o organismo passa por várias mudanças, tais como:

  • Afrontamentos e suores noturnos (sintomas vasomotores).
  • Alterações do sono e fadiga, que podem afetar a energia diária e o bem-estar.
  • Secura vaginal e desconforto sexual, devido à diminuição da lubrificação e elasticidade dos tecidos.
  • Alterações de humor e memória, como a irritabilidade, ansiedade ou a dificuldade de concentração.
  • Mudanças metabólicas, tais como o aumento do risco cardiovascular, perda de massa óssea e tendência ao aumento de peso. A incontinência urinária é muitas vezes desvalorizada, encarada como um problema “normal” que surge com a idade, a gravidez ou no pós o parto. No entanto, é uma condição que afeta a qualidade de vida, o bem-estar psicológico e até a vida social da mulher.


Apesar de natural, a menopausa pode interferir com a vida pessoal, profissional e social. Muitas mulheres sentem dificuldade em falar sobre os sintomas, acreditando que é “normal” e que não há nada a fazer. No entanto, já existem diversas formas de acompanhamento que permitem viver esta fase de forma mais tranquila, saudável e com qualidade.


O que acontece no corpo durante a menopausa?

Cada mulher vive a menopausa de forma única. Por isso, o acompanhamento por um especialista é essencial para compreender as necessidades individuais e definir as estratégias mais adequadas. Entre as opções disponíveis, destacam-se:

  • Estilo de vida saudável, como o exercício físico regular, a alimentação equilibrada e o sono de qualidade.
  • Terapêutica hormonal, quando indicada, ajuda a controlar sintomas vasomotores e a prevenir a osteoporose.
  • Tratamentos locais como estrogénios de aplicação vaginal, para melhorar a secura e o desconforto sexual.
  • Fisioterapia pélvica para preservar a saúde do pavimento pélvico.


A menopausa não deve ser vista como o “fim de um ciclo”, mas sim como o início de uma nova etapa, que pode e deve ser vivida com qualidade de vida. Com acompanhamento médico adequado, informação clara e estratégias adequadas a cada mulher, é possível atravessar esta fase com equilíbrio, confiança e bem-estar.




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.