Fisioterapia pélvica: um aliado essencial da saúde da mulher

18 de fevereiro de 2026

O pavimento pélvico é o conjunto de músculos, ligamentos e fascias que sustenta órgãos fundamentais, como a bexiga, o útero e o reto. O enfraquecimento destes músculos condiciona disfunções, podendo manifestar-se como dor pélvica, prolapsos ou sintomas de incontinência.

A fisioterapia pélvica é uma abordagem conservadora, baseada em técnicas específicas, que tem demonstrado resultados muito eficazes na prevenção e no tratamento destas condições.

Utiliza exercícios, técnicas manuais e, em alguns casos, equipamentos de biofeedback ou eletroestimulação, com o objetivo de reabilitar a função dos músculos do pavimento pélvico. Mais do que apenas “exercitar”, trata-se de ensinar a mulher a reconhecer, controlar e fortalecer esta musculatura.


fisioterapia pélvica

A importância da fisioterapia pélvica na incontinência urinária:

A incontinência urinária é muitas vezes desvalorizada, encarada como um problema “normal” que surge com a idade, a gravidez ou no pós o parto. No entanto, é uma condição que afeta a qualidade de vida, o bem-estar psicológico e até a vida social da mulher.


A fisioterapia pélvica desempenha um papel essencial:

  1. Reforço muscular: exercícios específicos ajudam a recuperar o tónus e a função dos músculos responsáveis pela continência urinária.
  2. Prevenção: iniciar a fisioterapia cedo pode evitar o desenvolvimento ou agravamento de disfunções do pavimento pélvico.
  3. Abordagem conservadora: muitas mulheres controlam os sintomas de incontinência urinária com abordagens conservadoras, sem necessidade de cirurgia.
  4. Promove autonomia e literacia do corpo: a mulher aprende a reconhecer os sinais do seu corpo e a aplicar os exercícios no dia a dia.


Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.