DIU: o que precisa de saber sobre este método contracetivo

19 de janeiro de 2026

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contracetivos mais eficazes e seguros disponíveis atualmente. O DIU é uma excelente opção para quem procura um método contracetivo eficaz, reversível e de longa duração. É reversível, discreto e pode ser adaptado às necessidades individuais de cada mulher, seja na versão com ou sem hormonas. Deve sempre ser avaliado se existe alguma contraindicação ao método antes da sua utilização.


Existem dois tipos de DIU:

  • DIU de cobre: não contém hormonas e atua libertando pequenas quantidades de cobre, que criam um ambiente “hostil” para os espermatozoides, impedindo assim a gravidez. 
  • DIU hormonal: liberta uma pequena quantidade de hormona (levonorgestrel), que atua sobretudo ao nível do útero, tornando o muco cervical mais espesso, promovendo um endométrio (camada interna do útero) desfavorável a uma gravidez, promovendo também por isso a redução da perda de sangue vaginal.


Dois cirurgiões usando máscaras em uma sala de cirurgia, olhando para um paciente sob luzes fortes.

Apesar da eficácia comprovada, continuam a existir muitos mitos e receios em torno do seu uso, o que leva algumas mulheres a rejeitar esta opção sem a conhecerem em profundidade. Eis alguns dos mitos mais comuns sobre o DIU:

  1. “O DIU causa infertilidade.”
    O DIU não compromete a fertilidade da mulher. Após a sua remoção, a fertilidade regressa de imediato
  2. “A colocação do DIU é sempre muito dolorosa.”
    A experiência varia de mulher para mulher. Algumas podem sentir algum desconforto, semelhante a cólicas menstruais, mas habitualmente o procedimento é rápido e bem tolerado. Para controlo da dor, podem ser utilizados medicamentos analgésicos. É muito importante ir falando com a paciente, enquanto se realiza o processo. 
  3.  “O DIU pode deslocar-se ou perder-se dentro do corpo.”
     É raro o DIU sair do local ou perfurar o útero.
  4. “O DIU só é indicado para quem já teve filhos.”
    Este é um dos mitos mais persistentes. Na verdade, o DIU pode ser utilizado tanto por mulheres que já tiveram filhos como por aquelas que nunca engravidaram.


O DIU é uma excelente opção para quem procura um método contracetivo eficaz, de longa duração, com a vantagem da liberdade implícita da utilizadora não precisar de pensar no seu método contracetivo diariamente, semanalmente ou mensalmente! É reversível, discreto e pode ser adaptado às necessidades individuais de cada mulher, seja na versão com ou sem hormonas.


O mais importante é que a escolha do método contracetivo seja sempre feita com base numa avaliação médica individualizada, tendo em conta o estilo de vida, o historial clínico e as preferências pessoais.



Fisioterapia pélvica
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 18 de fevereiro de 2026
O pavimento pélvico é o conjunto de músculos, ligamentos e fascias que sustenta órgãos fundamentais, como a bexiga, o útero e o reto. O enfraquecimento destes músculos condiciona disfunções, podendo manifestar-se como dor pélvica, prolapsos ou sintomas de incontinência. A fisioterapia pélvica é uma abordagem conservadora, baseada em técnicas específicas, que tem demonstrado resultados muito eficazes na prevenção e no tratamento destas condições. Utiliza exercícios, técnicas manuais e, em alguns casos, equipamentos de biofeedback ou eletroestimulação, com o objetivo de reabilitar a função dos músculos do pavimento pélvico. Mais do que apenas “exercitar”, trata-se de ensinar a mulher a reconhecer, controlar e fortalecer esta musculatura.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 18 de dezembro de 2025
Recentemente, tive o prazer de conversar com a incrível Margarida Santos no novo episódio de 'Consulta Aberta', da SIC Notícias , sobre um tema muito frequente na minha prática clínica e ainda pouco falado: a incontinência urinária. Sabia que até 60% das mulheres experienciam perdas urinárias ao longo da vida? Ainda assim, esta condição continua muitas vezes a ser vista como algo “normal”, inevitável ou que deve ser simplesmente tolerado. E isso não é verdade.
Incontinência urinária: mitos e verdades
Por Páginas Amarelas 17 de novembro de 2025
Vamos desconstruir algumas ideias erradas? “A perda de urina é normal com a idade.” Embora seja mais frequente em idades mais avançadas, não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Existem tratamentos eficazes que permitem recuperar a qualidade de vida. “Só acontece a mulheres depois da menopausa.” A incontinência pode surgir em diferentes fases da vida, incluindo na adolescência, durante a gravidez ou após o parto ou em situações de esforço físico intenso. Não é exclusiva da menopausa. “Não há nada a fazer, tenho de aprender a viver com isto.” Este é um dos maiores mitos sobre a incontinência urinária. Atualmente, existem várias opções de tratamento, desde os tratamentos conservadores ou quando indicado a correção cirúrgica. “Beber menos líquidos ajuda a controlar as perdas.” Reduzir a ingestão de água pode, na verdade, agravar os sintomas, aumentando o risco de infeções urinárias e sintomas irritativos. É recomendado manter uma hidratação adequada. “Os exercícios de Kegel são inúteis.” Quando realizados corretamente e com orientação adequada, os exercícios de Kegel podem ter um papel fundamental na prevenção e no tratamento da incontinência urinária.