Tudo sobre incontinência urinária no "Consulta Aberta"

18 de dezembro de 2025

Recentemente, tive o prazer de conversar com a incrível Margarida Santos no novo episódio de 'Consulta Aberta', da SIC Notícias, sobre um tema muito frequente na minha prática clínica e ainda pouco falado: a incontinência urinária.


Sabia que até 60% das mulheres experienciam perdas urinárias ao longo da vida? Ainda assim, esta condição continua muitas vezes a ser vista como algo “normal”, inevitável ou que deve ser simplesmente tolerado. E isso não é verdade.

Durante esta conversa, procurei esclarecer o que está por detrás da incontinência urinária, os diferentes tipos que podem existir e a importância de reconhecer os sinais precocemente. Falámos também sobre o impacto do estilo de vida, incluindo alguns alimentos e bebidas que podem irritar a bexiga, como o café, os refrigerantes, os alimentos picantes ou o tomate, e agravar os sintomas em algumas pessoas.


Um dos pontos essenciais que destaquei foi a necessidade de desmistificar esta condição. A incontinência urinária não é apenas um problema “da idade” ou “de quem já teve filhos”, nem algo com que se tenha de aprender a viver. Existem hoje abordagens eficazes, que vão desde ajustes comportamentais e fisioterapia do pavimento pélvico até tratamentos médicos e cirúrgicos, sempre de forma individualizada.


Falar abertamente sobre saúde pélvica é um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida das mulheres.


Agradeço o convite à Margarida Santos e à SIC por criarem espaço para discutir este tema de forma clara e acessível, contribuindo para que a incontinência urinária deixe de ser um tabu.


Ouça o episódio completo  aqui.


Veja a notícia completa aqui.

Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 2 de outubro de 2026
Quando se fala em Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário (PMOS), anteriormente denominada Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), é comum associá-la apenas a menstruações irregulares, acne ou dificuldades em engravidar. No entanto, a PMOS é muito mais do que uma condição ginecológica: é uma disfunção hormonal e metabólica, que pode ter impacto em várias áreas da saúde da mulher. Muitas mulheres com PMOS referem dificuldade em perder peso, cansaço persistente e alterações na composição corporal. Uma das principais causas associadas a estas alterações é a r esistência à insulina . A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que permite que a glicose presente no sangue seja utilizada como fonte de energia. Em muitas mulheres com PMOS, as células tornam-se menos sensíveis à ação desta hormona. Como resposta, o organismo aumenta a produção de insulina, levando a um excesso desta hormona em circulação, a chamada hiperinsulinemia . O excesso de insulina pode contribuir para várias alterações: Nos ovários, estimula a produção excessiva de androgénios (como a testerona), podendo agravar sintomas como acne, queda de cabelo, aumento de pelos e irregularidades na ovulação. No metabolismo, favorece o armazenamento de gordura, dificulta a utilização da gordura como fonte de energia e pode contribuir para uma maior acumulação de gordura abdominal.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 21 de setembro de 2026
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher e assinala o fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Na maioria dos casos ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a cessação definitiva da menstruação acontece entre os 40 e os 45 anos, falamos de menopausa precoce. A menopausa precoce é um problema de saúde? A menopausa, por si só, não é uma doença. No entanto, quando ocorre mais cedo do que o esperado, a redução prematura dos níveis de estrogénio pode trazer consequências importantes para a saúde. Para além do fim da fertilidade e da interrupção dos ciclos menstruais, a privação precoce de estrogénios pode estar associada a: Aceleração da perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas em idades mais jovens; Maior risco de doenças cardiovasculares; Alterações cognitivas, incluindo perdas de memória e dificuldade de concentração; Maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, alterações de humor e depressão; Impacto na qualidade de vida e no bem-estar geral.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda • 7 de setembro de 2026
A condição até há pouco tempo conhecida como Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) tem hoje um novo nome . Em maio de 2026, um consenso científico global, publicado na revista The Lancet e reunindo mais de 50 organizações médicas e mais de 14 mil doentes e profissionais de saúde, passou a designar a condição como polyendocrine metabolic ovarian syndrome (Síndrome Metabólica Poliendocrina do Ovário) ou PMOS. A mudança surge porque o termo "ovários poliquísticos" sempre foi impreciso: a síndrome envolve muito mais do que a alteração da função ovárica, com impacto hormonal, metabólico e endócrino alargado. É uma das disfunções mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina , e continua a ser uma condição frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.