Incontinência urinária: mitos e verdades

17 de novembro de 2025

A incontinência urinária afeta entre 25% e 45% das mulheres adultas em todo o mundo, sendo uma condição que impacta diretamente a qualidade de vida. Apesar da sua prevalência, a incontinência urinária continua rodeada de tabus e desinformação. Muitos dos mitos associados fazem com que as mulheres desvalorizem os sintomas e adiem a procura de ajuda médica. 

Cinco mulheres sentadas em um palco, participando de um debate.

Vamos desconstruir algumas ideias erradas?  

  1. “A perda de urina é normal com a idade.” 
    Embora seja mais frequente em idades mais avançadas, não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Existem tratamentos eficazes que permitem recuperar a qualidade de vida. 
  2. “Só acontece a mulheres depois da menopausa.” 
    A incontinência pode surgir em diferentes fases da vida, incluindo na adolescência, durante a gravidez ou após o parto ou em situações de esforço físico intenso. Não é exclusiva da menopausa. 
  3. “Não há nada a fazer, tenho de aprender a viver com isto.” 
    Este é um dos maiores mitos sobre a incontinência urinária. Atualmente, existem várias opções de tratamento, desde os tratamentos conservadores ou quando indicado a correção cirúrgica. 
  4. “Beber menos líquidos ajuda a controlar as perdas.” 
    Reduzir a ingestão de água pode, na verdade, agravar os sintomas, aumentando o risco de infeções urinárias e sintomas irritativos. É recomendado manter uma hidratação adequada. 
  5. “Os exercícios de Kegel são inúteis.” 
    Quando realizados corretamente e com orientação adequada, os exercícios de Kegel podem ter um papel fundamental na prevenção e no tratamento da incontinência urinária. 
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 7 de abril de 2026
A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) é uma das condições endócrinas mais frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 10% a 15% da população feminina. O que é a SOP? A SOP é uma alteração hormonal caracterizada por excesso de hormonas androgénicas e/ou uma irregularidade na ovulação e por isso menstruais. Ao contrário do que o termo “ovários poliquísticos pode sugerir, os chamados "quistos" observados na ecografia são, na verdade, pequenos folículos que não se desenvolveram completamente, consequência do desequilíbrio hormonal. Quais os principais sintomas? Os sintomas podem variar significativamente de mulher para mulher. Entre os mais comuns, encontram-se: Irregularidade menstrual: ciclos longos, ausência de menstruação durante vários meses ou perdas de sangue imprevisíveis. Sinais de hiperandrogenismo: acne persistente, queda de cabelo (alopecia) ou crescimento de pelos em zonas tipicamente masculinas (hirsutismo), como rosto, peito ou costas. Dificuldade em engravidar: ausência ou irregularidade da ovulação. Alterações metabólicas: maior tendência para aumento de peso, dificuldade em perder peso e resistência à insulina. 
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 24 de março de 2026
Muitas vezes, o diagnóstico do Vírus do Papiloma Humano (HPV) surge no consultório acompanhado de silêncio, ou de um receio infundado. Mas a primeira coisa que precisa de saber é: ter HPV não é um veredito, é uma condição comum. Aproximadamente 8 em cada 10 mulheres terão contacto com este vírus em algum momento da sua vida. Na grande maioria das vezes, o nosso organismo é capaz de o eliminar sem que cheguemos sequer a saber que ele existiu. A informação é o primeiro passo para o cuidado.
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 10 de março de 2026
A menopausa é uma etapa natural da vida da mulher , marcada pelo fim da menstruação. Trata-se de um diagnóstico clínico e retrospetivo, ou seja, é feito após 12 meses consecutivos sem menstruação. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. Se ocorrer antes dos 40 anos é classificada como falência ovárica prematura e, se ocorrer antes dos 45 anos, é classificada como uma menopausa precoce.