Incontinência Urinária: tipos e patologias associadas

17 de novembro de 2025

A incontinência urinária é uma condição que afeta entre 25% e 45% das mulheres adultas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que aproximadamente 3 em cada 10 mulheres vivam com este problema.   

Três mulheres vestidas de branco, sorrindo e posando bem próximas umas das outras contra um fundo cinza claro.

Apesar de ser muitas vezes desvalorizada ou vista como uma consequência natural do envelhecimento ou da gravidez ou parto, a perda involuntária de urina não é normal e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida, afetando a saúde física, emocional e social das mulheres. 


Trata-se de uma patologia multifatorial, que pode estar associada a diferentes doenças ou condições médicas, e que deve ser sempre avaliada por um médico especialista para garantir um diagnóstico correto e um tratamento adequado. 


Principais tipos de incontinência urinária: 

Existem vários tipos de incontinência urinária, sendo os mais comuns: 

  • Incontinência urinária de esforço: caracteriza-se pela perda involuntária de urina em situações de esforço, como tossir, rir, espirrar, levantar pesos ou praticar exercício físico. Está frequentemente associada à disfunção dos músculos do pavimento pélvico, podendo ocorrer após gravidez, partos, menopausa ou em consequência de cirurgias pélvicas. 
  • Incontinência urinária de urgência: surge precedida de uma vontade súbita e intensa de urinar, muitas vezes sem tempo suficiente para chegar à casa de banho. 
    Está relacionada com a hiperatividade da bexiga, que pode contrair de forma involuntária. Faz parte da sintomatologia da "síndrome da bexiga hiperativa". 
  • Incontinência urinária mista: combina sintomas dos dois tipos anteriores - esforço e urgência – e tende a ser mais frequente em mulheres com idade mais avançada.


Patologias associadas à incontinência urinária 

A incontinência urinária pode ser um sintoma isolado ou estar relacionada com outras condições médicas, como: 

  • Prolapsos dos órgãos pélvicos (descida da bexiga, útero/enterocelo ou reto); 
  • Infeções urinárias recorrentes
  • Alterações hormonais (particularmente na menopausa, com a diminuição dos níveis de estrogénio); 
  • Doenças neurológicas (como esclerose múltipla, doença de Parkinson ou sequelas de AVC); 
  • Complicações pós-cirúrgicas na região pélvica; 
  • Obesidade e hábitos de vida sedentários, que aumentam a pressão intra-abdominal 


Tratamento e abordagem clínica 

Apesar do estigma ainda associado, a incontinência urinária tem tratamento. A abordagem pode incluir: 

  • Exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico (fisioterapia pélvica); 
  • Reeducação comportamental e alterações no estilo de vida; 
  • Tratamento farmacológico; 
  • Técnicas cirúrgicas, quando indicado. 


Cada caso é único e exige uma avaliação individualizada, com soluções personalizadas que visam restaurar a confiança e o bem-estar da mulher. 




Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 29 de junho de 2026
A perimenopausa é, talvez, a fase de maior dualidade na vida de uma mulher. Surgem os primeiros sinais de que o sistema reprodutivo está mais irregular, no entanto, este mantém-se ativo. As dúvidas em torno da contraceção e da saúde hormonal tornam-se mais pertinentes do que nunca. Aqui ficam algumas das questões que mais oiço em consultório, sobre a perimenopausa. 
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 15 de junho de 2026
Muitas mulheres chegam à consulta descrevendo uma sensação estranha: um peso no fundo do abdómen, a ideia de que "algo está a descer" pela vagina ou até a perceção de uma "bola" que não estava lá antes. Esta sintomatologia muitas vezes corresponde ao Prolapso dos Órgãos Pélvicos. Embora possa assustar, é uma condição que tem tratamento. O que é, afinal, o Prolapso dos Órgãos Pélvicos? Seja por enfraquecimento, lesão, trauma ou sobrecarga, o pavimento pélvico pode perder a sua função de suporte, podendo existir consequentemente a descida dos órgãos pélvicos, em relação à sua posição original. Dependendo do órgão afetado, o prolapso pode ser classificado como: prolapso anterior (designado anteriormente como cistocelo, comumente conhecido como “bexiga descaída”), prolapso do compartimento médio (quando afeta o útero ou a cúpula vaginal) e prolapso posterior (designado anteriormente como rectocele, que ocorre quando afeta a parede posterior da vagina).
Por The Square-Your Communication Office Unipessoal Lda 20 de maio de 2026
O bom tempo chegou e, com ele, a vontade de passar dias inteiros entre mergulhos e banhos de sol. No entanto, para a saúde íntima, o verão traz desafios específicos. A combinação de calor, humidade e fatos de banho molhados cria o ambiente ideal para o crescimento de fungos e bactérias. O verão aumenta o risco de infeções? A resposta curta é: sim. Existem dois problemas principais que tendem a surgir com o calor: Candidíase: o fungo Candida prolifera em ambientes quentes e húmidos. Manter o biquíni molhado durante horas pode favorecer o seu crescimento, provocando comichão e corrimento esbranquiçado, muitas vezes bastante desconfortáveis. Infeções Urinárias : a desidratação e o habitual aumento da frequência de atividade sexual no verão aumentam a propensão a infeções urinárias. Quando não se ingere água suficiente, a bexiga não elimina estas bactérias de forma eficaz, aumentando o risco de infeção.